Terça-feira, 31 de Julho
Os pneus foram montados ontem, é necessário ir buscar a carrinha. Tiro a tarde de férias, arranjo boleia e carro de apoio e por volta das 14h30, lá vamos nós. A Norauto ofereceu-me um vale de 30€ que me deixou mais satisfeita. Trago a carrinha. Regresso pela N3 até ao Cartaxo onde aproveitamos para lanchar. Já fizémos 55 km.
A viagem faz-se bem, com alguns erritos nas mudanças e uma vez uma fila atrás de nós que se dissipa sempre que há rectas. A parte chata foi quando o veículo mais lento era um camião que insistia em fazer o mesmo percurso que nós. Impossível ultrapassar. As subidas eram dolorosas.
25 km depois de estrada de curvas entramos na A1, no Carregado.
A partir daí foi sempre a andar! 80 km em autostrada, chegou aos 100 km/h numa descida e ultrapassou camiões. A "ladybug" não parava! Na IC 19 evitámos uma saída que era uma subída cheia de trânsito, demos a volta mais à frente e chegámos à oficina em Vale Mourão ainda antes das 19h. Consegui deixá-la lá dentro em segurança. A próxima etapa é ver se há algo que seja essencial arranjar já em termos de mecânica.
Finalmente chegou a Lisboa!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Pneumaticos - o 1º problema de identificação de material
Segunda-feira, 30 de Julho.
Uma vez que ainda não sei qual a dimensão correcta para os pneus e eles ainda não chegaram, vou averiguar se a dimensão que está na carrinha é correcta. Também porque as duas últimas inspecções trazem anotações sobre a dimensão dos pneumáticos não estar de acordo com o livrete.
Pela lógica ao registar a carrinha em meu nome o documento único deve trazer a dimensão dos pneus homologados para a carrinha. Obviamente que nunca poderia ser assim tão simples!
Falei com IMTT que me mandou falar com a Conservatória dos Registos que me mandou para o Automóvel Online que me mandou de volta ao IMTT. A segunda pessoa com quem falei no IMTT disse-me que iria ter que averbar adimensão dos pneumáticos, o mesmo procedimento que se tem que fazer quando se quer legalizar dimensões diferentes das que estão no livrete.Para tal necessito de uma declaração da Volkswagen e de ir ao IMTT em horário laboral.
Falei com a Volkswagen, resposta pronta, fiquei imediatamente a saber qual a dimensão dos pneus homologada para a minha carrinha. Não, os que estão na carrinha nao estão homologados. A declaração tem um custo de 110,7€. E "As declarações emitidas pela SIVA apenas são referentes a um chassis + matrícula, não há declarações genéricas". Sem comentários. As medidas homologadas são 185 R14 (?), 185/80 R14 e 195/75 R14.
Ligo à Norauto, quero pneus diferentes. Já estão encomendados. Com um choradinho e regateio do valor ficam os 185/80 R14 pelo preço dos que tinham sido encomendados antes (195/80 R14). Já estava um montado, que havia em stock, será desmontado.
Uma vez que ainda não sei qual a dimensão correcta para os pneus e eles ainda não chegaram, vou averiguar se a dimensão que está na carrinha é correcta. Também porque as duas últimas inspecções trazem anotações sobre a dimensão dos pneumáticos não estar de acordo com o livrete.
Pela lógica ao registar a carrinha em meu nome o documento único deve trazer a dimensão dos pneus homologados para a carrinha. Obviamente que nunca poderia ser assim tão simples!
Falei com IMTT que me mandou falar com a Conservatória dos Registos que me mandou para o Automóvel Online que me mandou de volta ao IMTT. A segunda pessoa com quem falei no IMTT disse-me que iria ter que averbar adimensão dos pneumáticos, o mesmo procedimento que se tem que fazer quando se quer legalizar dimensões diferentes das que estão no livrete.Para tal necessito de uma declaração da Volkswagen e de ir ao IMTT em horário laboral.
Falei com a Volkswagen, resposta pronta, fiquei imediatamente a saber qual a dimensão dos pneus homologada para a minha carrinha. Não, os que estão na carrinha nao estão homologados. A declaração tem um custo de 110,7€. E "As declarações emitidas pela SIVA apenas são referentes a um chassis + matrícula, não há declarações genéricas". Sem comentários. As medidas homologadas são 185 R14 (?), 185/80 R14 e 195/75 R14.
Ligo à Norauto, quero pneus diferentes. Já estão encomendados. Com um choradinho e regateio do valor ficam os 185/80 R14 pelo preço dos que tinham sido encomendados antes (195/80 R14). Já estava um montado, que havia em stock, será desmontado.
O 1º dia na Oficina
Domingo, 29 de Julho
No domingo não há nada aberto, apenas as grandes superfícies. Não é um mito. Liguei para a Norauto.
Os pneus, 5, semelhantes aos que a carrinha tinha - porque o livrete os pneumáticos estão numas unidades que já não se utilizam, por isso não é possível saber quais utilizar - ficam em 450€. São pneus de carga, Firestone. Autchhhhh. A carrinha é levada para a Norauto de Torres Novas, os pneus são encomendados, ficará lá até eles chegarem e serem montados.
No domingo não há nada aberto, apenas as grandes superfícies. Não é um mito. Liguei para a Norauto.
Os pneus, 5, semelhantes aos que a carrinha tinha - porque o livrete os pneumáticos estão numas unidades que já não se utilizam, por isso não é possível saber quais utilizar - ficam em 450€. São pneus de carga, Firestone. Autchhhhh. A carrinha é levada para a Norauto de Torres Novas, os pneus são encomendados, ficará lá até eles chegarem e serem montados.
A 1ª Grande Viagem - Parte I
Sábado, 28 de Julho
Águeda. A carrinha é igual à que estava nas fotos. Velha, original, com chapa boa e interiores cuidados. A tinta está comida pelo sol. Pois, não é um carro novo. E estalada. Sem ferrugem. Parece-me bem.
Umas cervejinhas na fantástica hospitalidade das terras mais pequenas do nosso querido Portugal, oferecida por uma família simpática.
Finaliza-se o negócio, aguarda-se a chegada do seguro por email.
Aproximam-se as 20h. Muita emoção na partida, a carrinha é um símbolo e tem muita história. Parte para uma nova etapa.
Partimos de Águeda para Coimbra pela IC2, com o carro de apoio atrás. Pacifico, a "ladybug" (vermelha e preta) segue o seu caminho, devagarinho, mas sem hesitar. A complicação está em acertar nas mudanças e nos travões de tambor.
Passamos Coimbra, continuamos na IC2 sem problemas, apenas com a acumulação pontual de alguns veículos atrás de nós. Decidimos parár em Condeixa para jantar e para o motor descansar e arrefecer um pouco. Afinal já tinhamos percorrido cerca de 100 km em aprox. de 1h30
Almoço veloz num restaurante, incluindo cabrito assado, seguimos viagem, mas sem mapa e atendendo às excelentes indicações da nossa rede viária, fomos parar à IP3 e quando demos por isso já iamos a caminho de Tomar.
40km depois parámos numa bomba de gasolina pois não faziamos ideia de quanto a carrinha gasta nem se o ponteiro da gasolina está funcional. Ainda antes de abastecer ouvimos um assobio e apercebemo-nos que um pneu da frente estava furado e a esvaziar a grande velocidade. O macaco estava a bordo e o pneu de substituição na frente da carrinha. Com a ajuda do funcionário da bomba mudámos o pneu e seguimos viagem.
Nem 10 km andámos e um ruído estranho alertou-me. Parámos na berma da IC3, o pneu de substituição ainda estava em pior estado que os outros: a capa estava a sair aos bocados. Impossível seguir viagem. Mas a sorte estava connosco, uns metros à frente estava um café com parque de estacionamento. Parámos lá e ficámos a saber que estavamos em Barqueiro.
A assistência em viagem começou logo a ter despesa no primeiro dia e mandou vir um reboque de Tomar. Como o problema era apenas os pneus as ordens eram para deixar a carrinha no parque dos reboques e no dia seguinte levá-la para uma oficina próxima afim de substituir os pneus... as coisas que se descobrem... Com tudo isto já passava da meia noite, o café encerrou e o reboque não chegou antes da 1h30 da manhã.
Regressámos no mesmo veiculo em que viemos, por acaso também Vw mas deste ano, apanhámos a A23 e foi difícil chegar a Lisboa pois os olhos pesavam e o dia tinha sido cansativo.
Águeda. A carrinha é igual à que estava nas fotos. Velha, original, com chapa boa e interiores cuidados. A tinta está comida pelo sol. Pois, não é um carro novo. E estalada. Sem ferrugem. Parece-me bem.
Umas cervejinhas na fantástica hospitalidade das terras mais pequenas do nosso querido Portugal, oferecida por uma família simpática.
Finaliza-se o negócio, aguarda-se a chegada do seguro por email.
Aproximam-se as 20h. Muita emoção na partida, a carrinha é um símbolo e tem muita história. Parte para uma nova etapa.
Partimos de Águeda para Coimbra pela IC2, com o carro de apoio atrás. Pacifico, a "ladybug" (vermelha e preta) segue o seu caminho, devagarinho, mas sem hesitar. A complicação está em acertar nas mudanças e nos travões de tambor.
Passamos Coimbra, continuamos na IC2 sem problemas, apenas com a acumulação pontual de alguns veículos atrás de nós. Decidimos parár em Condeixa para jantar e para o motor descansar e arrefecer um pouco. Afinal já tinhamos percorrido cerca de 100 km em aprox. de 1h30
Almoço veloz num restaurante, incluindo cabrito assado, seguimos viagem, mas sem mapa e atendendo às excelentes indicações da nossa rede viária, fomos parar à IP3 e quando demos por isso já iamos a caminho de Tomar.
40km depois parámos numa bomba de gasolina pois não faziamos ideia de quanto a carrinha gasta nem se o ponteiro da gasolina está funcional. Ainda antes de abastecer ouvimos um assobio e apercebemo-nos que um pneu da frente estava furado e a esvaziar a grande velocidade. O macaco estava a bordo e o pneu de substituição na frente da carrinha. Com a ajuda do funcionário da bomba mudámos o pneu e seguimos viagem.
Nem 10 km andámos e um ruído estranho alertou-me. Parámos na berma da IC3, o pneu de substituição ainda estava em pior estado que os outros: a capa estava a sair aos bocados. Impossível seguir viagem. Mas a sorte estava connosco, uns metros à frente estava um café com parque de estacionamento. Parámos lá e ficámos a saber que estavamos em Barqueiro.
A assistência em viagem começou logo a ter despesa no primeiro dia e mandou vir um reboque de Tomar. Como o problema era apenas os pneus as ordens eram para deixar a carrinha no parque dos reboques e no dia seguinte levá-la para uma oficina próxima afim de substituir os pneus... as coisas que se descobrem... Com tudo isto já passava da meia noite, o café encerrou e o reboque não chegou antes da 1h30 da manhã.
Regressámos no mesmo veiculo em que viemos, por acaso também Vw mas deste ano, apanhámos a A23 e foi difícil chegar a Lisboa pois os olhos pesavam e o dia tinha sido cansativo.
sábado, 28 de julho de 2012
Tudo começou num sábado de manhã
Sábado, 28 de Julho
Já há algum tempo que andava de olho nas "pão de forma" que circulavam na net procurando novos donos. As mais baradas e com um mínimo de "qualidade" desapareciam num ápide. Como é o estado de mecânica? E chapa? Já vendi. As mais arranjadinhas custam mais que veículos novos de gamas superiores às que estou acostumada. Depois há aquelas que precisam de um grande lifting e pacemaker e mesmo assim se vendem como se de jovens se tratasse. Como está de mecânica? Ótima! Posso experimentar? O motor anda mas o motor de arranque está avariado. A chapa está ótima. Os podres da fotografia só aparecem porque o meu filho não percebe nada de photoshop.
Enfim, sábado, e por descargo de consciência dei a minha olhada habitual aos sites de usados. E surgem-me novidades. A pesquisa igual à dos outros dias, apenas o pc mudou. E os resultados também. Uma "pão de forma" a um euro, online há uns dias, parece-me anuncio que não dá em nada, e estranho ainda não ter reparado nele antes, mas leio na mesma. Aguardam-se propostas até determinada data, é uma espécie de leilão. Faço umas perguntas online mas já percebi que com carros mais vale pegar no telemovel, a tecnologia ainda está a uma certa distância da maioria dos vendedores. Ligo para perguntar em quanto vai. O senhor que está a vender a carrinha é simpático, conta-me a história dela e porque a está a vender e diz-me que se eu cobrir o valor em que vai ma vende no próprio dia. O pai dele, dono da carrinha, falecera há pouco tempo e ele não quer ver a carrinha à porta.
A carrinha estava longe, a uns bons kilometros e sem garantia de suportar a viagem de regresso. Tem a inspecção feita (e o que quer isso dizer?) e dava umas voltinhas, no máximo 5 km diáriamente. Pois, não garanto que chegue a Lisboa. A chapa está boa. Tenho que pensar, mas porque não ir à aventura? Se não gostar não trago. Sai caro... mas é uma história que fica. Fiquei a pensar. Falei com os meus consultores: quem vem comigo ver a carrinha e eventualmente trazê-la? E o seguro?
Detalhes tratados, companhia garantida, seguro pronto a fazer em caso de aquisição, ligo novamente ao senhor que vende a carrinha: ainda se mantém a proposta? Não, já subiram, outro interessado, mas se cobrir vendo-lha. Cubro. É necessário falar com o outro interessado. Ele não atende. Só vou se me garantir que ma vende... não posso fazer 300 km para me dizer que vendeu a carrinha a outro. Daqui a 30 minutos confirmo. Combinado.
14h30, a possibilidade de compra da carrinha está asseguarada, posso seguir viagem. Só falta deixar a criança nos avós, atestar o depósito e mais umas duas horitas e meia para chegar ao destino. Vamos lá!
Já há algum tempo que andava de olho nas "pão de forma" que circulavam na net procurando novos donos. As mais baradas e com um mínimo de "qualidade" desapareciam num ápide. Como é o estado de mecânica? E chapa? Já vendi. As mais arranjadinhas custam mais que veículos novos de gamas superiores às que estou acostumada. Depois há aquelas que precisam de um grande lifting e pacemaker e mesmo assim se vendem como se de jovens se tratasse. Como está de mecânica? Ótima! Posso experimentar? O motor anda mas o motor de arranque está avariado. A chapa está ótima. Os podres da fotografia só aparecem porque o meu filho não percebe nada de photoshop.
Enfim, sábado, e por descargo de consciência dei a minha olhada habitual aos sites de usados. E surgem-me novidades. A pesquisa igual à dos outros dias, apenas o pc mudou. E os resultados também. Uma "pão de forma" a um euro, online há uns dias, parece-me anuncio que não dá em nada, e estranho ainda não ter reparado nele antes, mas leio na mesma. Aguardam-se propostas até determinada data, é uma espécie de leilão. Faço umas perguntas online mas já percebi que com carros mais vale pegar no telemovel, a tecnologia ainda está a uma certa distância da maioria dos vendedores. Ligo para perguntar em quanto vai. O senhor que está a vender a carrinha é simpático, conta-me a história dela e porque a está a vender e diz-me que se eu cobrir o valor em que vai ma vende no próprio dia. O pai dele, dono da carrinha, falecera há pouco tempo e ele não quer ver a carrinha à porta.
A carrinha estava longe, a uns bons kilometros e sem garantia de suportar a viagem de regresso. Tem a inspecção feita (e o que quer isso dizer?) e dava umas voltinhas, no máximo 5 km diáriamente. Pois, não garanto que chegue a Lisboa. A chapa está boa. Tenho que pensar, mas porque não ir à aventura? Se não gostar não trago. Sai caro... mas é uma história que fica. Fiquei a pensar. Falei com os meus consultores: quem vem comigo ver a carrinha e eventualmente trazê-la? E o seguro?
Detalhes tratados, companhia garantida, seguro pronto a fazer em caso de aquisição, ligo novamente ao senhor que vende a carrinha: ainda se mantém a proposta? Não, já subiram, outro interessado, mas se cobrir vendo-lha. Cubro. É necessário falar com o outro interessado. Ele não atende. Só vou se me garantir que ma vende... não posso fazer 300 km para me dizer que vendeu a carrinha a outro. Daqui a 30 minutos confirmo. Combinado.
14h30, a possibilidade de compra da carrinha está asseguarada, posso seguir viagem. Só falta deixar a criança nos avós, atestar o depósito e mais umas duas horitas e meia para chegar ao destino. Vamos lá!
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