sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A 1ª Grande Viagem - Parte I

Sábado, 28 de Julho
Águeda. A carrinha é igual à que estava nas fotos. Velha, original, com chapa boa e interiores cuidados. A tinta está comida pelo sol. Pois, não é um carro novo. E estalada. Sem ferrugem. Parece-me bem.
Umas cervejinhas na fantástica hospitalidade das terras mais pequenas do nosso querido Portugal, oferecida por uma família simpática.
Finaliza-se o negócio, aguarda-se a chegada do seguro por email.

Aproximam-se as 20h. Muita emoção na partida, a carrinha é um símbolo e tem muita história. Parte para uma nova etapa.

Partimos de Águeda para Coimbra pela IC2, com o carro de apoio atrás. Pacifico, a "ladybug" (vermelha e preta) segue o seu caminho, devagarinho, mas sem hesitar. A complicação está em acertar nas mudanças e nos travões de tambor.

Passamos Coimbra, continuamos na IC2 sem problemas, apenas com a acumulação pontual de alguns veículos atrás de nós. Decidimos parár em Condeixa para jantar e para o motor descansar e arrefecer um pouco. Afinal já tinhamos percorrido cerca de 100 km em aprox. de 1h30
Almoço veloz num restaurante, incluindo cabrito assado, seguimos viagem, mas sem mapa e atendendo às excelentes indicações da nossa rede viária, fomos parar à IP3 e quando demos por isso já iamos a caminho de Tomar.

40km depois parámos numa bomba de gasolina pois não faziamos ideia de quanto a carrinha gasta nem se o ponteiro da gasolina está funcional. Ainda antes de abastecer ouvimos um assobio e apercebemo-nos que um pneu da frente estava furado e a esvaziar a grande velocidade. O macaco estava a bordo e o pneu de substituição na frente da carrinha. Com a ajuda do funcionário da bomba mudámos o pneu e seguimos viagem.

Nem 10 km andámos e um ruído estranho alertou-me. Parámos na berma da IC3, o pneu de substituição ainda estava em pior estado que os outros: a capa estava a sair aos bocados. Impossível seguir viagem. Mas a sorte estava connosco, uns metros à frente estava um café com parque de estacionamento. Parámos lá e ficámos a saber que estavamos em Barqueiro.

A assistência em viagem começou logo a ter despesa no primeiro dia e mandou vir um reboque de Tomar. Como o problema era apenas os pneus as ordens eram para deixar a carrinha no parque dos reboques e no dia seguinte levá-la para uma oficina próxima afim de substituir os pneus... as coisas que se descobrem... Com tudo isto já passava da meia noite, o café encerrou e o reboque não chegou antes da 1h30 da manhã.

Regressámos no mesmo veiculo em que viemos, por acaso também Vw mas deste ano, apanhámos a A23 e foi difícil chegar a Lisboa pois os olhos pesavam e o dia tinha sido cansativo.

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